VARIG - 90 anos

VARIG - 90 anos
Vista Aérea do Colégio Rosário e Arredores - 1949
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Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil

sábado, 13 de maio de 2017

Colégio Rosário 113 Anos - O Berço da PUCRS


     O Colégio Nossa Senhora do Rosário de Porto Alegre, é um dos maiores e mais tradicionais educandários confessionais do Rio Grande do Sul.
Vista aérea, tomada em 2016, mostrando a área atual do Colégio Rosário
 Imagem retirada do Google Maps
Padre Champagnat - 1838
Padre Champagnat em sua casa na França - Litografia de 1830 




     A Congregação Marista, fundada na França pelo Padre Marcelino José Bento Champagnat (1789 – 1840), veio para o Brasil em 1897, fixando-se inicialmente em Congonhas do Campo, Minas Gerais.



Vista Geral de Congonhas do Campo - MG - Fotografia de 1904

      A abertura da denominada “Província Marista Meridional” ocorreu em 1900, após o empenho pessoal do Bispo do RGS Dom Claudio José Gonçalves Ponce de Leon (1841 - 1924) que foi um grande incentivador para a vinda de congregações religiosas para o estado.
Dom Cláudio José Gonçalves
 Ponce de Leon
Foto:  Atelier Ferrari - 1890




Rio Grande - RS - 1905
Postal da Fotografia Teixeira
     Neste contexto, os Irmãos Weibert, José e Domingos, chegaram ao porto de Rio Grande em julho de 1900. Seu destino final era a cidade de Bom Princípio onde a comunidade teuto-brasileira já os esperava para que lá organizassem a primeira escola, cuja sede própria foi fundada já no início de 1902.
Os três Irmãos Maristas que saíram da França em 1900 para fundar
 a Congregação Meridional.

Imagens da época da chegada ao Brasil
Fotografia do dia da inauguração - 19 de outubro de 1902 - 
da Casa Marista e Colégio em Bom Princípio - RS. 
Os irmãos fundadores estão marcados por asterísticos 
vermelhos estando o Ir. Domingos (E), Ir. Weibert (C) e Irmão José (D). 
Na imagem ainda aparece, sentado, ao centro, o Bispo D.Claudio Ponce 
de Leon e demais membros da comunidade Teuto-brasileira da cidade. 
Imagem de autor não identificado.


O NASCIMENTO DO ROSÁRIO   

Igreja do Rosário
Imagem Studio Os2 - 1948
Padre Hipólito Costabile
Atelier Barbeitos - 1910
     Os Maristas iniciam suas atividades em Porto Alegre no ano de 1904, por solicitação do Padre Hipólito Costabile, vigário da Igreja Nossa Senhora do Rosário na Rua Vig. José Inácio (Rua do Rosário). As aulas começaram em março de 1904, em salas da própria igreja, vindo desta localização inicial, o nome “Colégio Nossa Senhora do Rosário” até os dias atuais.



Vista da parte das salas
que ficavam nos fundos
da Igreja do Rosário.
 Autor não identificado -
1905 
Vista da parte das salas que ficavam nos fundos
da Igreja do Rosário. Um dos Irmãos aparece junto
à porta que, possívelmente, dava acesso a um
pequeno pátio.

 Autor não identificado -1905 














     

     O crescimento da instituição foi muito rápido tanto que o espaço destinado já era insuficiente em 1908, quando foi decidido alugar uma casa na Rua Riachuelo (antiga Rua da Ponte) no local do número 1324 (numeração atual), próximo da esquina com a Av. Borges de Medeiros. Foi neste endereço que se iniciaram os Cursos Comerciais do Rosário.
Fotografia, tomada em 1952, quando ainda estavam de pé as dias casas
(destaque em amarelo)que foram ocupadas pelo
Rosário a partir de 1908 até 1912 na Rua Riachuelo. 
Nesta montagem, utilizando uma imagem atual da Rua Riachuelo, foi adicionada
a parte frontal da casa de 1908. A casa ficava onde atualmente tem a numeração 1324.
Montagem do autor
      Em 1912, o espaço ficou ainda mais exíguo, pois o aumento do número de alunos com a abertura dos Cursos Comerciais foi muito grande. A Congregação arrenda várias salas da Cúria Metropolitana (na Rua Espírito Santo) e as aulas do ano letivo de 1913 já se iniciam no novo endereço. O Rosário funcionou na Cúria até 1927. Neste período, o Irmão Weibert era o Diretor e, sob a sua orientação e incentivo, lá funcionou um “Tiro de Guerra” formando várias turmas de reservistas para o Exército Nacional.
Tela de José Lutzenberger (1882 - 1951) - década de 20
Mostra a Cúria Metropolitana de porto Alegre
vista desde a Rua Demétrio Ribeiro
Grupo de alunos e professores no pátio interno da Cúria na década de 20.
O Irmão Weibert aparece bem a direita na imagem.

Área interna da Cúria
que serviu de pátio
para os alunos durante
o tempo  em que lá
funcionou o colégio.
Quadro de reservistas do "Tiro de Guerra"
Turma de 1919 



Imagem raríssima, tomada no interior de uma das salas de aula
utilizadas pelo Rosário na Cúria Metropolitana.
Imagem tomada em 1916 por Ernesto V. Ramos


O número de alunos continuava a crescer e os espaços locados da Cúria ficaram pequenos. Neste contexto, a Congregação resolve adquirir uma área na Avenida Independência nº 359, quase esquina com a Praça Dom Sebastião. Na área, foi construído um edifício de alvenaria com dois pavimentos e com espaço para abrigar os alunos e também servir de moradia para os Irmãos que faziam parte da direção e corpo docente do Rosário. O Rosário passa a funcionar neste endereço em 1928.
Ímagem aérea, tomada a bordo do Atlântico  - P-BAAA - da Varig em 1928,
mostrando a área recém adquirida pelos Maristas na Av. Independência.
Pela imagem, se observa a primeira edificação - com frente para a
 Independência - e o terreno  restante. Na esquina com a Praça Dom Sebastião
 ainda existia uma residência que posteriormente foi adquirida pela Congregação.
Imagem tomada por volta de 1934, mostrando o primeiro edifício
construído pelo Rosário na Independência em 1927-28. Quando desta
 imagem, o telhado já havia sido modificado.
O prédio do Rosário visto do alto
de uma das torres da Igreja Conceição
Fotografia de  Wolfgan H. Harnisch Fº - 1939
Imagem tomada da Av. Independência
por volta de 1948. Observa-se que já
tinha ocorrido a construção de um
edifício ao lado do prédio original,
este ocupando a esquina com
a Praça Dom Sebastião

     Com o passar dos anos, esta edificação foi ampliada algumas vezes e depois, na década de 30 e 40, foram adquiridos alguns terrenos vizinhos e construídos os edifícios que até hoje existem no local, com frente para a Independência e também para a Praça Dom Sebastião.
Vista aérea tomada em 1949 mostrando a área ocupada pelo Rosário e, nesta data,
também pela PUCRS. Observa-se que a estrutura passa do alinhamento da Praça
porque nesta época ainda não tinha sido aberta a Rua Irmão José Otão que acabou 
por ligar a Vasco da Gama com a Sarmento Leite e cortando a área em duas partes.
Foto Canazaro
A mudança para a sede própria da Av. Independência a partir de 1928, permitiu a criação de canchas e campos dedicadas a vários esportes que alcançaram destaque em várias competições intercolegiais.
Equipe de Futebol do
 Rosário em 1928


Jogo de futebol em um
dos campos - 1948

A comunidade Marista do Colégio Rosário em 1949
Vista aérea do Rosário e também da PUCRS em 1949
Foto Canazaro
Em 1950, juntando os alunos dos cursos primário, ginasial, científico e faculdades, o número ultrapassava quatro mil.

O NASCIMENTO DA PUCRS

     O Diretor do Colégio Rosário em 1931 era o Irmão Afonso - um dos grandes beneméritos da Congregação e considerado o "pai da PUCRS". Foi dele a iniciativa de criar a Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas que foi a primeira  a formar a futura Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS.


Imagem mostrando parte da Praça Dom Sebastião e
 na qual aparece, indicado pela seta, o prédio onde
primeiramente funcionou a Faculdade de
Ciências Políticas e Econômicas
 - o embrião da atual PUCRS

Fotografia de  Wolfgan H. Harnisch Fº - 1939
O Irmão Afonso é
o "Pai da PUCRS"
 pois foi dele
a ideia de criar a
primeira faculdade -
a de Ciências
Políticas e Econômicas
Fotografia de 1940

Fotografia (colorizada eletronicamente) e que mostra o primeiro prédio onde
funcionou a Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas. Situava-se onde,
 atualmente, está construído o prédio que faz esquina com a  Rua Irmâo José Otão.
Fotografia de 1933
Imagem na qual aparece o primeiro Corpo de Docentes da Faculdade de
Ciências Políticas e Econômicas. Os asterísticos mostram respectivamente
o Irmão Weibert (vermelho) e o Irmão Afonso (verde)
Fotografia tomada em 1932
Esta fotografia mostra a primeira turma de formados no  Bacharelado da
 Faculdade de  Ciências Políticas e Econômicas 

     Entre 1931 e 1948 foram criados ainda os cursos de Filosofia, Direito e Serviço Social. Com estes cursos foi possível solicitar ao MEC a constituição de uma Universidade. Assim, através do Decreto nº 25.794, de 9 de novembro de 1948, assinado pelo presidente Eurico Gaspar Dutra, as faculdades passaram a constituir a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. É importante ressaltar que foi a primeira criada pelos Irmãos Maristas em todo o mundo. 

     O primeiro Reitor foi o Prof. Armando Pereira da Câmara tendo como Vice-Reitor, o Irmão José Otão que passaria a ocupar a reitoria entre 1954 e 1978.
Prof. Armando Pereira da Câmara
1º Reitor da PUCRS
Fotografia de 1948
Corpo Docente Marista da PUCRS em 1948
O asterístico vermelho marca o Irmão José Otão que, em 1954 seria eleito
Reitor, ocupando a direção máxima da Universidade até 1978. Foi a reitoria

mais longeva da história da Universidade
A Universidade dividiu espaço com o Colégio Nossa Senhora do Rosário até 1960. Com a necessidade de desenvolver a Instituição, surgiu a ideia de construção do Campus Universitário nos terrenos do Instituto Champagnat, de propriedade da Congregação, localizado até hoje na Av. Ipiranga.

     A PUCRS atualmente, é a maior universidade particular do RGS e uma das maiores do Brasil.


sábado, 6 de maio de 2017

VARIG - 90 Anos de Fundação


    A VARIG foi fundada em Porto Alegre no dia 07 de maio de 1927. Seu capital foi totalmente integralizado por acionistas locais sem que houvesse a necessidade de recorrer a empréstimos ou financiamentos.
     Neste vídeo, fazemos uma retrospectiva dos primeiros anos desta empresa que foi um dos grandes orgulhos de nós gaúchos e brasileiros mas que, infelizmente, deixou de existir. Não abordamos a era dos aviões a jato pois representaram uma época mais recente. 

     O programa foi veiculado na Rede Pampa

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

FESTA DOS NAVEGANTES

        Todos os anos, no dia 02 de fevereiro a cidade de Porto Alegre presta homenagem a Nossa Senhora dos Navegantes em uma festa que neste ano de 2015, comemorou a 140ª edição. No Jornal da Pampa do dia 02.02.2015, apresentamos uma retrospectiva histórica desta festa que sem dúvida, é a mais popular e tradicional da cidade.


sábado, 24 de janeiro de 2015

      No dia 21 de janeiro transcorreu o 154º aniversário  do nascimento de Roberto Landell de Moura, inventor do Rádio, do Telégrafo e do Telefone sem fios. No Jornal da Pampa desta sexta-feira - 23.01.2015 - apresentamos um vídeo com os principais eventos da vida deste portoalegrense que certamente, foi o maior gênio gaúcho em qualquer época.




sábado, 10 de janeiro de 2015

A Travessia Guaíba Porto Alegre - Das Canoas Indígenas ao Catamarã

         No  Jornal  da  Pampa  desta  sexta-feira - 09.01.2015 - apresentamos  uma retrospectiva histórica da travessia entre as cidades de Guaíba e Porto Alegre que foi realizada em tempos imemoriais  pelos  indígenas  com  suas  pirogas, posteriormente em veleiros e vapores e por último, pelas barcas do DAER.  O  recomeço  desta histórica travessia  é feito atualmente pelo Catamarã-Catsul que, esperamos, consiga ampliar progressivamente as suas linhas, tornando o transporte fluvial pelo Guaíba uma nova realidade.
     

sábado, 6 de setembro de 2014

     No Jornal da Pampa desta sexta-feira - 05.09.2014 - apresentamos uma retrospectiva dos 113 anos da Exposição Agropecuária do Rio Grande do Sul, hoje "Expointer" e cujas origens remontam ao inicio do Século XX e ocorrem até os dias de hoje como uma das grandes feiras da América Latina.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

150 Anos de Água Encanada em Porto Alegre

      No Jornal da Pampa do dia 25 de julho de 2014, mostramos um pouco da história da primeira hidráulica de Porto Alegre que a partir de 1864 começou a ser implantada. Um ano depois - 1865 - já tinha instalado centenas de metros de canos que levavam água até as residências da cidade antiga. Foi demolida em 1924 para dar lugar ao antigo Auditório Araújo Viana ao lado da Praça da Matriz. No mesmo local, atualmente, situa-se o edifício do Parlamento Gaúcho.


quinta-feira, 10 de julho de 2014

Da Velha Baixada ao Estádio Olímpico Monumental

      No Jornal da Pampa do dia 09 de julho de 2014 apresentamos  um pouco da história da construção e da inauguração do Estádio Olímpico do Grêmio Futebol Portoalegrense na década de 50.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

No Jornal da Pampa ( Sextas-feiras as 19:00h na TV Pampa - Canal 4 de POA) apresentamos mais um quadro relativo aos primórdios do futebol em Porto Alegre. O "Fortim da Baixada" - O Primeiro Estádio de Porto Alegre foi o tema deste último programa.


sexta-feira, 20 de junho de 2014

     No Jornal da Pampa deste dia 19 de junho de 2014 apresentamos um quadro mostrando um pouco do que foi a Copa de 1950 em Porto Alegre.

sábado, 31 de maio de 2014

      Nesta sexta-feira, 30 de maio de 2014, no Jornal da Pampa (TV Pampa-Canal 4) apresentamos algumas imagens relativas a história de José Ramos - O Linguiceiro da Rua do Arvoredo - cujos crimes ocorreram nesta mesma época a 150 anos atrás em Porto Alegre.

sábado, 24 de maio de 2014

Antigos Cartões Postais de Porto Alegre

      No Jornal da Pampa  (TV Pampa -Canal4) do dia 23 de maio de 2014, apresentamos um quadro no qual mostramos alguns cartões postais antigos de POA.

terça-feira, 25 de março de 2014

Da Velha Casa de Correção ao Presídio Central de Porto Alegre

A Construção
      Quando  Luis Alves de Lima e Silva - O Duque de Caxias - assumiu a presidência do estado em 1842, já encontrou autorizada a construção de uma nova cadeia pública para a  cidade. Esta  autorização  tinha sido dada já em 1831  mas a  Revolução Farroupilha impediu o início das obras. Ainda dentro de seu primeiro governo (1842-1846) Caxias  inicia as obras  que tiveram uma  primeira fase concluída  somente em 1855 com a transferência de aproximadamente 200 presos. A conclusão das obras ocorreu  somente em 1864 mas,  segundo  alguns historiadores, o projeto original jamais chegou a ser totalmente completado. As obras tiveram como construtor João Batista Soares da Silveira e Souza na época, o maior empreiteiro da cidade 

      O Duque de Caxias (E) e João Batista Soares da Silveira e Souza (D)

     Mapa da cidade de Porto Alegre no ano de 1833. Observar que a Casa de Correção ainda não aparecia no registro.
     Neste mapa de 1888 a Casa de Correção já aparece registrada (assinalada pela seta vermelha)

Nesta aquarela de Herrmann Rudolf Wendroth feita em 1852 a Casa de Correção aparece bem à direita na ponta da península.
Fotografia tomada pelos Irmãos Ferrari em 1895 desde as ilhas fronteiras  e na qual a Casa de Correção se salienta bem na ponta da península à direita.

A Progressiva Degradação da Casa de Correção

Com o passar das décadas, aquela que havia sido saudada como a "nova cadeia" da cidade já que a anterior - desativada e demolida em 1841- era insalubre e degradante, foi também vítima do descaso histórico de sucessivos governantes. Os jornais, em sucessivos artigos dos editores, denunciavam diferentes tipos de atrocidades e maus tratos além das péssimas condições prisionais da Casa de Correção.
                                                        - Clique para ampliar -
   Artigo do jornalista Octaviano M. de Oliveira (foto anexa) em seu jornal "Gazetinha" no qual denunciava a situação precária da Casa de Correção na edição de 11 de julho de 1897
                                                                - Clique para ampliar -
       A reportagem no Correio do Povo em sua edição de 19 de junho de 1947 denuncia a situação da Casa de Correção e declara que o governo estadual teria determinado construção imediata de uma nova penitenciária que viria a ser o atual Presídio Central de Porto Alegre, para nossa tristeza e vergonha, atualmente o pior dos presídios brasileiros .

Na Casa de Correção Alguns Presos Trabalhavam

     Na velha Casa de Correção alguns presos podiam trabalhar nas oficinas que foram montadas ainda no Século XIX. Existiam oficinas de artes gráficas, serralheria, marcenaria, carpintaria, sapataria e alfaiataria. Depois, já no final do Século XIX e início do Século XX, foram inseridos os cursos de padaria e telas de arame.
     A produção destas oficinas tinha como destino o comércio e a indústria locais e do total arrecadado, uma parte ficava com o governo do Estado, uma outra com o "Cofre dos Órfãos do Estado" e uma terceira parte reservada para o custeio do processo do condenado. Nenhum valor era repassado diretamente ao preso, mas se houvesse necessidade comprovada, uma parcela era paga aos seus familiares. Havia uma rigorosa seleção dos que podiam trabalhar nas oficinas. A seleção passava  por  bom comportamento, além da demonstração de vontade e habilidade para a função.
  Nos documentos existentes no Arquivo Público do RGS referentes a antiga Secretaria dos Negócios do Interior e Exterior, consta o registro de que durante a grande greve geral ocorrida em 1919 a padaria da Casa de Correção foi fundamental no suprimento de pão e biscoitos para os portoalegrenses.
     Fotografia aérea tomada por volta de 1952 e na qual aparecem as oficinas que ficavam situadas na parte de trás do terreno nas margens do Guaíba.
                                   Fotografia do interior da oficina de serralheria - 1915
             Nas duas fotografias acima, detalhes das oficinas de Carpintaria - 1916
                                               Detalhe da oficina gráfica - 1920
     Um preso carrega um cesto de pão escoltado por um guarda. A fotografia não tem data determinada mas, suponho,  pode ter  sido tomada na  época  da greve geral  de 1919  isto porque,  não era permitido aos  presos  sairem  para realizar  entregas  em domicílios e ou padarias.

Algumas Vistas da Casa de Correção Através dos Tempos

Duas fotografias, tomadas do Guaíba,  que mostram a Casa de Correção e sua localização. Na fotografia superior -1913-  aparece parte do edifício principal  e as muralhas que separavam o terreno na margem do Guaíba. Observar a chaminé existente no interior e que era de uma pequena usina à carvão que servia para movimentar as oficinas e outros serviços internos da velha cadeia.
Na fotografia inferior -1930-  aparece a recém construída Usina do Gasômetro ainda sem a sua simbólica chaminé que somente seria concluída no final de 1937.
  Fotografia, colorizada eletronicamente, tomada em 1895 por Herr Colembusch mostrando a parte fronteira do edifício principal no terreno que separava o mesmo das muradas fronteiras.
 Fotografia, colorizada eletronicamente,tomada por volta de 1910, mostrando também a parte da frente do edifício principal. A parte do telhado que aparece à direita é do edifício da administração do presídio e que se situava paralelamente aos muros que davam frente para a Rua Riachuelo.
Fotografia de Virgilio Calegari tomada em 1904
   Estas duas fotografias, colorizadas eletronicamente, mostram em detalhes a verdadeira "fortaleza" que era a antiga Casa de Correção. Nos cantos das muradas ficavam as guaritas dos sentinelas (foto abaixo). Na fotografia à direita aparece em detalhes o pesado portão central construído ainda na época da inauguração.
Fotografia da Esquerda - 1950
Fotografia da Direita - 1895
Fotografia de Baixo - 1935
Fotografia mostrando quase toda a extensão da murada fronteira - 1935
 
    Nas duas fotografias acima, ambas colorizadas eletronicamente, aparece o conjunto do edifício principal. Na fotografia superior - 1922 - aparece em primeiro plano o canteiro de obras da construtora do cais do porto que, na época, iniciava as obras. Este canteiro se localizou onde ficava a antiga Praça da Harmonia que foi ocupada para este fim. A rua que aparece cruzando em diagonal é a dos Andradas (rua da Praia).
     A fotografia inferior foi tomada do alto de uma das torres da igreja das Dores em 1915. A rua que aparece cruzando a fotografia é a Riachuelo e observem que, ao fundo, ainda não se encontrava aterrada a área onde seria construída a Usina do Gasômetro.

Incêndio e Demolição

    Na noite do dia 28 de novembro de 1954, por volta das 19:00h os presos atearam fogo no edifício principal da Casa de Correção. Apesar de sua estrutura extremamente forte, o fogo danificou praticamente todo o telhado e toda a estrutura interna dos andares superiores e parte do inferior. Após o sinistro, o presídio funcionou de forma precária até 1961 quando os últimos presos  foram transferidos para outros presídios inclusive para o atual Presídio Central de Porto Alegre que já se encontrava concluído. No dia 26 de abril de 1962 o então governador Leonel de Moura Brizola acionou pessoalmente a chave de detonação de dinamite que iniciou a demolição. Apesar da explosão e do ruído, as paredes ficaram de pé e pouco se notava externamente. Somente  no dia 11 de maio de 1967 a última parede da velha cadeia foi posta abaixo colocando fim a uma existência de 112 anos. Curiosamente, o engenheiro responsável pela demolição foi José Antonio Dib que anos depois viria a ser vereador por várias legislaturas e prefeito da cidade.
      Estas duas fotografias acima foram tomadas na noite do grande incêndio do dia 28 de novembro de 1954. Em ambas se observa a intensidade das chamas que tomavam conta de todo o andar superior e boa parte do inferior.
Aspecto da parte interna em fotografia tomada nos dias que se seguiram ao grande incêndio. Fotografia da Revista do Globo
A mesma Revista do Globo em sua edição do dia 11 de dezembro de 1954 tinha como manchete de reportagem a frase acima. Ela mostra o quanto os portoalegrenses desejavam o fim daquela que  se denominava "Masmorra Medieval"


Vista aérea tomada alguns dias após o incêndio. Nela é possível observar a destruição de quase todo o telhado e do andar superior
 As duas fotografias acima, tomadas em 1967 mostram a Casa de Correção na etapa final de sua demolição. Na fotografia de cima o telhado de todo o edifício principal já tinha sido removido e na foto inferior,  parte das grossas paredes (com aproximadamente 1,5m de largura) estavam sendo demolidas
                                                    - Clique para ampliar -
     A fotografia de cima mostra as últimas paredes a serem demolidas. Pela imagem se observa bem a solidez desta construção imperial. Segundo depoimentos do Eng, José Antonio Dib, que coordenou a demolição, cada tijolo pesava em torno de 11Kg.
    Na fotografia de baixo a manchete do Correio do Povo no dia seguinte ao término do processo de demolição da velha Casa de Correção.
    Vista aérea tomada na década de 80, alguns anos depois da total demolição da Casa de Correção e limpeza do terreno. O alinhamento de rua que aparece na fotografia é hoje a avenida presidente João Goulart que passa em frente a Usina do Gasômetro que também aparece na fotografia

O Presídio Central de Porto Alegre é Muito Pior do Que a Velha "Masmorra Medieval"

Certamente motivo de vergonha para todos os gauchos é saber que todos os setores vinculados ao Judiciário e também organismos internacionais consideram o Presídio Central como o pior do Brasil. Inaugurado para ser uma casa prisional de passagem, pelo descaso e incompetência de sucessivas gestões estaduais, acabou se transformando em um local que não existe similar no resto do Brasil. Certamente uma página vergonhosa de nossa história. As legendas são absolutamente dispensáveis.


Fotografias de Presidiários
     Em 2006 os pesquisadores Pedro e Bia Corrêa do Lago, descobriram uma fantástica coleção de fotografias guardadas pela Princesa Isabel e pelo  Conde D’Eu no castelo em que o casal viveu na França após o exílio em 1889. Mais de 1.000 fotografias estavam guardadas e preservadas em um baú de ferro provavelmente intocado por mais de um século. Nesta coleção havia um álbum denominado “Álbum dos Detentos” e no qual estava mais de uma centena de fotografias de presidiários devidamente identificados pelos nomes, penas e delitos.
     A preciosa coleção gerou um belíssimo livro, publicado em 2008, com o título “Coleção Princesa Isabel – Fotografia do Século XIX”. Deste, retiramos algumas fotografias de detentos e, anexamos a estas, duas de nossa coleção que retratam presidiários da Casa de Correção de Porto Alegre.

Fotografias da Coleção Princesa Isabel

Antonio Moreira Campos
Candido Manoel  Vieira do Amaral
Francisco Pereira Sales
José Pereira Mendes
Pedro Gonçalves Dias
João Monteiro Serrador
 
Verso de duas fotografias de detentos da Coleção Princesa Isabel

Fotografias de Presidiários da Casa de Correção de Porto Alegre

Acima a fotografia do presidiário Pedro Sebastião Brito de autoria do fotógrafo  Luis Guilherme Willisich de Porto Alegre - 1880 aproximadamente.
Fotografia do presidiário Francisco Inácio Miranda em 1892. Não conseguimos apurar a autoria


Nota: as fotografias dos presidiários de Porto Alegre são de minha coleção particular e vieram juntamente com o acervo de João Faria Viana adquirido de sua família em 1980.